Comércio Internacional, Brasil e Agronegócio
Palavras-chave:
Produto Interno Bruto do Brasil, exportações, globalização, agronegócio, comércio internacionalResumo
No ano 2000, o Produto Interno Bruto – PIB – do Brasil, medido em dólares correntes, colocou o País como a nona economia mundial, entre o Canadá e o México, mas na lista dos maiores exportadores, o País figurou apenas em 29 o lugar, entre Indonésia e Índia. É uma posição modesta em relação a nosso potencial produtivo, às possibilidades que estão se abrindo aos negócios internacionais no atual processo de globalização e ao objetivo de melhorar a performance de comércio exterior do País. Tal objetivo é condição necessária para
reduzir a vulnerabilidade de nossa economia às flutuações do mercado internacional de capitais e à volatilidade de seus fluxos financeiros. Há interesse e necessidade, portanto, de acelerar o crescimento das exportações, para contrabalançar as crescentes demandas de importações geradas pelo aumento do bem-estar nacional, pelo crescimento econômico e pelas compras externas de máquinas, equipamentos e serviços mais produtivos, para continuamente aumentar a produtividade da economia. Este trabalho começa por analisar a evolução de algumas variáveis macroeconômicas do Brasil nessa última década, indicando algumas perspectivas para o co-
mércio exterior do País. Em seguida, aborda alguns aspectos da globalização, destacando a situação do Brasil e de outras
economias relevantes. O primeiro desses aspectos é a abertura da economia ao comércio exterior, medida pela participação das exportações e importações no PIB dos países. Examina-se aí como evoluíram nessa última década a produção, o comércio externo e a relação entre essas variáveis, destacando as economias mais abertas e as que mais se abriram ao comércio. Em seguida, examina-se o saldo da balança comercial de bens e serviços, destacando os países com maiores déficit e superávit comerciais e o papel que joga nesse contexto o enorme déficit comercial dos Estados Unidos. Vê-se, depois, a importância dos fluxos mundiais de capital financeiro e a posição do Terceiro Mundo e da América Latina, em particular. Pelo tamanho do superávit comercial em relação às exportações e ao PIB, destacam-se algumas economias cujas compras externas deverão aumentar, constituindo-se em potencial mercado para os países como o Brasil, que buscam promover suas exportações.
