O negócio das plantas alimentícias não convencionais (PANCs): estudo multicaso em feiras orgânicas do Distrito Federal
DOI:
https://doi.org/10.35977/0104-1096.cct2025.v42.27639Palabras clave:
agricultura familiar, agricultura orgânica, mercado, plantas tradicionaisResumen
As plantas alimentícias não convencionais (PANCs) são tema de imenso potencial a ser estudado nas mais diversas áreas de pesquisa, pela relação direta com agricultores e comunidades tradicionais, em termos produtivos, pois são de grande importância para a subsistência dos indivíduos, assim como para os serviços ecológicos e a alimentação. O presente estudo teve como objetivo prospectar informações sobre a presença das PANCs em feiras orgânicas do Distrito Federal (DF), com a finalidade de contribuir para a difusão do conhecimento sobre essas espécies, para o incremento da diversidade na alimentação e para o dinamismo da economia local. Em estudo exploratório investigou-se a presença de PANCs nessas feiras orgânicas em duas etapas (2021 e 2023). Por meio de entrevistas semiestruturadas, com 37 indivíduos, analisou-se o perfil dos feirantes, as características da atividade e a percepção sobre o negócio das PANCs. Verificou-se que o conhecimento sobre essas plantas frequentemente remonta à infância. Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill.), taioba (Xanthosoma sagittifolium Liebm.), peixinho (Stachys byzantina K.Koch) e beldroega (Portulaca oleracea L.) são exemplos comuns. Para alguns, a venda dessas espécies começou por demanda de consumidores. Observou-se que 88% dos entrevistados cultivam PANCs em suas propriedades, o que representa ganho econômico significativo do ponto de vista dos entrevistados. Contudo, a falta de conhecimento sobre as espécies emerge como principal obstáculo à expansão tanto no meio dos consumidores quanto dos produtores. O segmento demanda atenção de pesquisadores, extensionistas, legisladores e do setor produtivo.
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