As ferrugens (Puccinia sorghi, P. polysora, Physopella zeae) do milho (Zea mays). I. Revisão Bibliográfica

Autores

  • Joachim F. W. Von Bülow

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1966.v1.18025

Resumo

A presente revisão focaliza principalmente o controle genético das ferrugens do milho, não esquecendo também assuntos correlatos cujo estudo é de grande importância quando se quer iniciar um trabalho de melhoramento genético para resistência. Assim, já na introdução o autor menciona perdas causadas que no caso de Puccinia polysora podem ser da ordem de 40% e por P. sorghi de 0,5 – 1,0%. O autor dá identificação dos patógenos com um breve histórico do seu estudo e descreve o ciclo vital e morfologia dos patógenos, para poder diferenciá-los no campo e conhecer a sua fisiologia e modo de parasitismo. No capítulo Raças Fisiológicas estuda as possibilidades de variação das ferrugens, indicando que, nas tentativas de se purificar linhagens de P. sorghi, não houve êxito em reduzir o número de tipos patogênicos nem houve progresso na homozigose dos fatores patogênicos. O autor salienta que o conhecimento da interação hospedeiro ferrugem com suas definições, símbolos e conceito do grau de complementariedade de feitio entre os genótipos interagentes, é fundamental para a continuação do estudo da unidade genética pela origem e isolamento e da geometria precisa das moléculas biológicas envolvidas na resistência. Cita o modelo de atividade complementar e a série diferencial pela qual nos USA foi possível isolar 15 raças de P. sorghi. Em se tratando da Hereditariedade da Resistência relata alguns estudos analisando a série alélica para resistência a P. sorghi, situada no braço curto do cromossômio 10 do milho (Rp rp), havendo a possibilidade da interferência de gens intimamente ligados. Apesar de se achar relatado pouco sobre este assunto em relação a Physopella zeae e Puccinia polysora, já se conseguiu analisar os gens iniciais (Rpp1 e Rpp²) para estabelecimento de uma série diferencial para raças de P. polysora. O autor registra que os trabalhos da criação de variedades resistentes de milho obedecem a uma certa marcha, até se chegar aos híbridos comerciais resistentes. O autor conclui da necessidade de medidas simples no nosso meio para possibilitar um trabalho futuro mais eficiente; de pesquisas que apontem em que limites se justificaria o controle genético das ferrugens do milho; se as perdas na grande lavoura são mesmo da ordem de 0,5%, o autor não julga indicado de ser lançado desde já um programa de controle. Sobre os assuntos aqui apresentados, nada foi encontrado na literatura brasileira a não ser a citação de P. sorghi, que existe nos milharais do Brasil.

Downloads

Publicado

2024-03-22

Edição

Seção

FITOPATOLOGIA

Como Citar

Von Bülow, J. F. W. (2024). As ferrugens (Puccinia sorghi, P. polysora, Physopella zeae) do milho (Zea mays). I. Revisão Bibliográfica. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 1(1), 249-262. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1966.v1.18025