Caracterização agroclimática de Bagé, RS

Autores

  • Ana Paula Assumpção Cordeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Rita de Cássia Marques Alves UFRGS
  • Mauricio Barbosa da Rocha

DOI:

https://doi.org/10.31062/agrom.v27i2.26470

Palavras-chave:

variabilidade, variáveis meteorológicas, regime climático, balanço hídrico

Resumo

O estudo objetivou a caracterização agroclimática de Bagé, RS, através das variáveis meteorológicas, estimadas e derivadas do balanço hídrico seriado de 1961 a 2016. O balanço hídrico mensal foi calculado por Thornthwaite-Mather (1955) e a evapotranspiração de referência, por Priestley & Taylor (1972) para capacidade de água disponível de 100 mm. A precipitação pluvial anual é 1.518 mm e a mensal é 127 mm. A insolação anual é 2.233 horas e a mensal é 186 horas. As médias anuais de temperatura do ar (mínima, média e máxima) são 13,3; 18,5 e 23,8 °C, respectivamente. A umidade do ar anual é 72%. A velocidade do vento anual é 3,1 m.s- 1. O saldo de radiação anual é 9 MJ.m²-.dia¹-. A evapotranspiração anual de referência é 1.155 mm e a real é 989 mm. Os déficits hídricos são mínimos de abril a outubro e máximos em janeiro e dezembro, quando os índices hídricos são mínimos. O excesso hídrico é máximo em julho e mínimo em janeiro. De novembro a março, há alta frequência de índices hídricos baixos. Na primavera a disponibilidade hídrica é maior que no outono, pois as primaveras são mais chuvosas e os outonos, mais quentes. Todas variáveis apresentam alta variabilidade interanual.

Biografia do Autor

  • Ana Paula Assumpção Cordeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    Colaboradora UFRGS - Pós-Doutoranda no Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES) desde 2015. Engenheira-Agrônoma pela UFRGS (2007), com Mestrado (2010) e Doutorado (2014) em Fitotecnia-Agrometeorologia pela UFRGS. Tem experiência na área de Agrometeorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: climatologia, variabilidade e tendências climáticas, balanço hídrico, ENOS, sensoriamento remoto aplicado à agricultura, NDVI e rendimentos de soja e arroz.

    CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/2666590515440018

  • Rita de Cássia Marques Alves, UFRGS

    Possui graduação em Meteorologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel, 1993), mestrado em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP, 1996) e doutorado em Meteorologia pela USP (2000). Atualmente é Professora Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atua nos Cursos de Graduação em Geologia, Geografia e Engenharia Ambiental e Física. Orienta alunos de mestrado e doutorado no programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto da UFRGS. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: poluição atmosférica, dispersão de poluentes, micrometeorologia, previsão de eventos extremos e modelagem numérica. Diretora do Centro Estadual de Pesquisas em Sensoriamento Remoto e Meteorologia (CEPSRM) de 2009 -2012. Coordena o Laboratório de Meteorologia e Qualidade do ar do CEPSRM-UFRGS. Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto (PPGSR-UFRGS) de 2012-2014. Atualmente é Diretora do CEPSRM deste 2015. Até o momento tem 46 trabalhos publicados em Revistas Científicas, como autora principal e Coautora e 87 trabalhos apresentados em Congressos e outros Eventos (trabalhos completos, resumos expandidos e resumos).

    CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/7123107007429083

  • Mauricio Barbosa da Rocha

    Graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Participou como Bolsista no Laboratório de Meteorologia e Qualidade do ar no Centro Estadual de Pesquisas em Sensoriamento Remoto e Meteorologia (CEPSRM)/UFRGS. Tem experiência na área de desenvolvimento web, com ênfase em CSS, JavaScript e PHP.

    CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/4676386524905119

Referências

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Publicado

03/12/2020

Edição

Seção

METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA

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