Delimitação de áreas de uso restrito segundo o novo Código Florestal brasileiro

Autores

  • Luciano Cavalcante de Jesus França Engenheiro florestal, doutor em Engenharia Florestal, professor do Instituto de Ciências Agrárias (ICIAG), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Monte Carmelo, MG.
  • Anny Francielly Ataide Gonçalves Engenheira florestal, doutora em Engenharia Florestal, pesquisadora pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG.
  • Tayllor Eduardo de Macedo Silva Graduando em engenharia florestal, discente na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Instituto de Ciências Agrárias (ICIAG), Monte Carmelo, MG.
  • Oswaldo Palma Lopes Sobrinho Engenheiro Agrônomo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – Campus Codó, doutorando e mestre em Ciências Agrárias – Agronomia, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano, Campus Rio Verde. Rio Verde, Goiás.
  • Gerson dos Santos Lisboa Engenheiro florestal, doutor em Engenharia Florestal, professor na Universidade Federal de Goiás (UFG), Faculdade de Ciência e Tecnologia, Goiânia, GO.
  • Fausto Weimar Acerbi Júnior Engenheiro florestal, doutor em Engenharia Florestal, professor no Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG.
  • Danielle Piuzana Mucida Geóloga, doutora em Geologia, professora Associada IV vinculada ao curso de Geografia, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Faculdade Interdisciplinar em Humanidades, Diamantina, MG.

DOI:

https://doi.org/10.35977/0104-1096.cct2024.v41.27392

Palavras-chave:

modelo digital de elevação, ordenamento territorial, sistema de informações geográficas

Resumo

O novo Código Florestal brasileiro (Lei n.° 12.651, de 25 de maio de 2012) estabeleceu o conceito de Áreas de Uso Restrito (AUR), descritas como declives entre 25° e 45°, em que atividades agroambientais podem ser desenvolvidas. Dessa maneira, objetivou-se desenvolver uma metodologia para a delimitação de AUR em função da declividade, com um estudo de caso para o município de Capelinha, mesorregião do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. O mapeamento foi realizado com o suporte de  ferramentas do geoprocessamento, por meio de modelos digitais de elevação (MDE). Após a geração do MDE hidrologicamente consistente (MDEHC), o método aplicado para a geração de AUR consistiu nas seguintes etapas: geração da declividade do terreno em formato raster; segregação de áreas com declividade entre 25° e 45°; reclassificação para novo raster; conversão para shapefile; eliminação de características com declividade <25° e >45°; e geração do mapa final e cálculo das AUR. Em virtude da facilidade de replicação, a metodologia pode ser fundamental no desenvolvimento de estratégias de ordenamento territorial e ambiental, uma vez que essas áreas exigem maior atenção quanto ao planejamento ambiental, devido a processos erosivos associados ao fator declividade. Assim, essa metodologia pode servir como mecanismo para gestão de áreas e fiscalização ambiental no âmbito municipal. 

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Publicado

04/19/2024

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

França, L. C. de J., Gonçalves, A. F. A., Silva, T. E. de M., Lopes Sobrinho, O. P., Lisboa, G. dos S., Acerbi Júnior, F. W., & Mucida, D. P. (2024). Delimitação de áreas de uso restrito segundo o novo Código Florestal brasileiro. Cadernos de Ciência & Tecnologia, 41, e27392. https://doi.org/10.35977/0104-1096.cct2024.v41.27392

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