Índice climático de qualidade para cafés naturais do tipo arábica

Autores

  • Ludmila Bardin Camparotto IAC
  • Gabriel Constantino Blain
  • Angélica Prela Pantano IAC

DOI:

https://doi.org/10.31062/agrom.v26i1.26372

Palavras-chave:

cultivar Mundo Novo, chuva, época de maturação, graus-dia, temperatura do ar

Resumo

O objetivo deste trabalho foi desenvolver um modelo agrometeorológico, denominado Índice Climático de Qualidade – ICQ, que considera as condições térmicas e hídricas ocorridas em fases fenológicas críticas da cultura com vistas a identificar os diferentes potenciais climáticos para a produção de cafés de qualidade no estado de São Paulo. No desenvolvimento e parametrização do ICQ, as temperaturas do ar foram avaliadas em relação ao seu efeito na duração do ciclo produtivo, entre a floração e a maturação (fator térmico), e a chuva em relação ao efeito de sua ocorrência na época da maturação (fator hídrico). Utilizando esses dois fatores e suas respectivas ponderações, obteve-se valores de ICQ variando na escala de qualidade entre zero (baixa qualidade) e um (qualidade superior), os quais foram espacializados para o estado de São Paulo. Os resultados indicaram locais com ICQ acima de 0,8, nas regiões da Alta Mogiana de Franca, Montanhas da Mantiqueira de São João da Boa Vista, Bragança Paulista e Central Paulista. Na região oeste do estado de São Paulo. o café amadurece precocemente condicionando valores de ICQ abaixo de 0,4, indicando baixo potencial climático. O desenvolvimento do ICQ possibilitou a indicação de áreas com diferentes potenciais climáticos visando à produção de bebidas de qualidade superior em São Paulo.

Biografia do Autor

  • Ludmila Bardin Camparotto, IAC

    Ludmila Bardin Camparotto possui graduação em Engenharia Ambiental (2005), mestrado (2009) e doutorado (2012) em Agricultura Tropical e Subtropical, área de concentração: Gestão de Recursos Agroambientais pelo Instituto Agronuômico de Campinas e Pós-Doutorado no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Ecofisiologia e Biofísica (IAC). Atua como Pesquisadora Visitante (Bolsista) no Instituto Agronômico, com bolsa de pesquisa do consórcio café (Embrapa café). Possui experiência na agrometeorologia com ênfase em zoneamento agrícola, biometeorologia, mudança climática, estatística climatológica, geoprocessamento, estações meteorológicas e meio ambiente.

  • Gabriel Constantino Blain

    Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas (2002), mestrado em Agricultura Tropical e Subtropical pelo Instituto Agronômico de Campinas (2005) e doutorado em ciências pela Universidade de São Paulo (2010) com área de concentração em física do ambiente agrícola. Atualmente é pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas. Tem experiência na área de estatística climatológica aplicada a agrometeorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: seca, variabilidade climática, detecção de tendências e variações climáticas em séries temporais agrometeorológicas e incorporação de tendências climáticas nas estimativas das probabilidades de ocorrência de eventos extremos de temperatura do ar e precipitação pluvial. Atualmente é participante do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) na qualidade de autor colaborador do grupo de trabalho 1 (GT-1) ? Base científica das mudanças climáticas e editor-chefe da revista Bragantia. É professor credenciado no curso de pós-graduação do Instituto Agronômico, responsável pela disciplina Bioclimatologia Vegetal. Atuou como diretor do Centro de P&D de Ecofisiologia e Biofísica do Instituto Agronômico entre 10/08/2012 e 11/08/2013 e como assessor técnico e diretor geral substituto do mesmo instituto entre 12/08/2013 e 18/09/2016. Em 31/10/2016 tornou-se membro do conselho da área de Gestão de Recursos Agroambientais do pós-graduação do IAC.

  • Angélica Prela Pantano, IAC

    Possui graduação em agronomia pela Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel (1996), mestrado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (2001) e doutorado em Agronomia (Física do Ambiente Agrícola) pela Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é pesquisador científico IV da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Agrometeorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: clima, precipitação, agricultura, hortas urbans e periurbanas e produtividade.

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Publicado

12/21/2018

Edição

Seção

BIOMETEOROLOGIA

Como Citar

Índice climático de qualidade para cafés naturais do tipo arábica. (2018). Agrometeoros, 26(1). https://doi.org/10.31062/agrom.v26i1.26372

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