Níveis de farelo de trigo em rações de suínos em crescimento e terminação
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1986.v21.14860Palavras-chave:
ganho de peso, raças mestiças, conversão alimentar, níveis de ingrediente, características de carcaça, valores de digestibilidade, proteína, desempenho de suínosResumo
Um experimento foi conduzido no Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves, em Concórdia, SC, em junho de 1983, utilizando-se 168 suínos, de ambos os sexos, com peso vivo médio inicial de 23,6 e final de 94,5 kg, em um delineamento em blocos casualizados com sete tratamentos: A. 0% - 0%; B. 0% - 15%; C. 0% - 30%; D. 0% - 45%; E. 10% - 15%; F. 20% - 30% e G. 30% - 45% de nível de farelo de trigo (FT) nas rações de suínos em crescimento e terminação, respectivamente, com quatro repetições. O ganho de peso diário médio (GPDM) não foi influenciado (P>0,05) pelos níveis de FT testados. No período total, suínos alimentados com rações contendo 0% - 30%; 10% - 15% e 20% - 30% de FT tiveram consumo de ração diário médio (CRDM) semelhante entre si (P>0,05) inferior (P>0,05) aos alimentados com a sequência 30% - 45%. A conversão alimentar (CA) foi pior (P<0,05) para o tratamento 30% - 45%, em relação aos tratamentos com 0% - 0%, 0% - 15%, 0% - 30% e 10% - 15%. Os níveis de FT nas rações não influenciaram (P>0,05) as características de carcaça dos animais. Os valores de digestibilidade da proteína bruta (PB) e a energia das rações foram influenciados (P<0,05) negativamente a cada aumento de nível de FT. Pelos resultados obtidos e nas condições do presente experimento, o FT poderá ser incluído em até 20% das rações de crescimento e 30% nas de terminação, sem afetar o desempenho dos animais.