Controle genético da resistência da soja à raça 4 de Cercospora sojina

Autores

  • Sebastião Martins Filho
  • Geraldo de Amaral Gravina
  • Carlos Sigueyuki Sediyama

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2002.v37.6524

Palavras-chave:

Glycine max, epistasia, herança genética, mancha-olho-de-rã

Resumo

O objetivo deste trabalho foi estudar o controle genético da resistência à Cercospora sojina, em populações segregantes derivadas do cruzamento entre as cultivares de soja Paraná e Bossier. Foram avaliadas nos genitores e nas gerações F1, F2, RC1 e RC2 seis características das plantas associadas com a doença: nota para infecção (NT); número de lesões por folíolo (NLF); diâmetro médio de lesão (DML); porcentagem de área foliar lesionada (PAFL); número de lesões por cm2 (NLC) e índice de doença (ID). A resistência da soja à cercosporiose comportou-se como um caráter quantitativo, e o efeito gênico aditivo o mais importante. As influências sobre NT foram as seguintes: efeito aditivo (62,05%), efeito da dominância (7,68%) e as interações epistáticas aditiva x aditiva, aditiva x dominante e dominante x dominante (7,32%). O modelo aditivo-dominante foi suficiente para explicar as variações somente nos caracteres PAFL e NLC. A influência dos efeitos das interações epistáticas variaram de 2,22% no caráter PAFL e em até 30,78% no caráter DML. O modelo genético aditivo-dominante é satisfatório para explicar o comportamento da média das gerações em relação aos caracteres PAFL e NLC. Entretanto, quanto a NT, NLF, DML e ID, o modelo aditivo-dominante-epistático é o mais adequado.

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Publicado

2002-12-01

Como Citar

Filho, S. M., Gravina, G. de A., & Sediyama, C. S. (2002). Controle genético da resistência da soja à raça 4 de <i>Cercospora sojina</i>. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 37(12), 1727–1733. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2002.v37.6524

Edição

Seção

GENÉTICA