Plantas transgênicas resistentes a insetos - perspectivas e limitações
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1992.v27.3842Palavras-chave:
controle biológico, engenharia genética, biotecnologiaResumo
Os investimentos realizados para o controle de doenças, pragas e ervas daninhas por métodos químicos em nível mundial evoluiu de US$ 850 milhões em 1960 para US$ 17,4 bilhões em 1986. Esta tendência de aumento reduziu-se nos últimos quatro anos para 2,4% ao ano, provavelmente em função de fortes pressões sociais para conservação ambiental. A estes fatores se somarão certamente os métodos modernos de biologia molecular que permitem atualmente não só a engenharia genética de microorganismos entomopatogênicos, como a própria produção de plantas transgênicas com estas características. Estas pesquisas são limitadas atualmente por dois fatores principais. O primeiro, diz respeito a dificuldades de manipulação de leguminosas e gramíneas em nível de cultura de tecidos, transformação e regeneração de plantas. O segundo, corresponde à insuficiente disponibilidade de genes provenientes de B. thuringiensis que codifiquem para toxinas entomocidas principalmente para Coleopteros. Essas limitações serão analisadas neste trabalho, bem como as perspectivas para superação dessas dificuldades.