Conservação e coexistência in situ de <i>Gossypium barbadense</i> com algodoeiros geneticamente modificados, no estado do Mato Grosso, Brasil

Autores

  • Paulo Augusto Vianna Barroso Embrapa Algodão, Núcleo Cerrado na Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna, SP.
  • Lucia Vieira Hoffmann Embrapa Algodão, Núcleo Cerrado na Embrapa Arroz e Feijão, Santo Antônio de Goiás, GO.
  • Marleide Magalhães de Andrade Lima Embrapa Algodão, Campina Grande, PB.
  • José Jaime Vasconcelos Cavalcanti Embrapa Algodão, Campina Grande, PB.
  • Sidnei Douglas Cavalieri Embrapa Algodão, Núcleo Cerrado na Embrapa Agrossilvipastoril, Sinop, MT.
  • Kalita Cristina Moreira Cardoso Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO.
  • Liziane Maria de Lima Embrapa Algodão, Campina Grande, PB.

Palavras-chave:

biossegurança, fluxo gênico, recursos genéticos

Resumo

O objetivo deste trabalho foi determinar quais recursos genéticos de algodoeiro estão presentes no estado de Mato Grosso, Brasil, para avaliar os riscos associados à conservação in situ desses materiais, inclusive o fluxo gênico de culturas geneticamente modificadas (GM), para determinar a eficácia das zonas de exclusão para algodão geneticamente modificado no estado. Quatro expedições foram realizadas dentro e fora da zona de exclusão, para coletar dados geográficos e morfológicos, dados sobre uso pela população, além de práticas de manutenção in situ em cada local. Determinou-se a presença de proteínas GM em parte das plantas, dentro das zonas de exclusão, e em todas as plantas fora das zonas de exclusão. Gossypium barbadense foi a espécie mais frequente, cultivada principalmente em quintais urbanos e rurais, para fins medicinais. Não houve evidência de hibridização com G. hirsutum, com base na morfologia ou expressão de proteínas GM, mesmo em regiões com longa coexistência. A espécie G. barbadense é o recurso genético mais importante de algodoeiro em Mato Grosso. As zonas de exclusão são desnecessárias para proteger sua diversidade genética no estado. O declínio do uso medicinal é a principal ameaça à conservação, e os esforços de preservação devem priorizar a manutenção de seus usos tradicionais.

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Publicado

2026-05-08

Como Citar

Vianna Barroso, P. A., Vieira Hoffmann, L., de Andrade Lima, M. M., Vasconcelos Cavalcanti, J. J., Cavalieri, S. D., Moreira Cardoso, K. C., & de Lima, L. M. (2026). Conservação e coexistência in situ de <i>Gossypium barbadense</i> com algodoeiros geneticamente modificados, no estado do Mato Grosso, Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, e04155. Recuperado de https://apct.sede.embrapa.br/pab/article/view/28265