Nitrogênio fixado simbioticamente por feijão‑caupi e gliricídia em sistemas tradicional e agroflorestal sob condições semiáridas
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2015.v50.19971Palavras-chave:
Gliricidia sepium, Vigna unguiculata, fixação biológica do nitrogênio, abundância natural, 15NResumo
O objetivo deste trabalho foi estimar as quantidades de N fixadas em feijão‑caupi em sistema tradicional e em feijão‑caupi e gliricídia em sistema agroflorestal, sob condições semiáridas do Nordeste brasileiro. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso, em arranjo em parcelas subdivididas, com quatro repetições, no semiárido da Paraíba. As parcelas consistiram dos sistemas agroflorestal e tradicional (sem árvores), e as subparcelas, dos três cultivos entre as linhas das árvores, no sistema agroflorestal. Para estimar a fixação de N, amostras das plantas foram coletadas no quarto ciclo de crescimento das espécies perenes e no quarto ciclo de cultivo das espécies anuais. No sistema agroflorestal com capim‑buffel e palma forrageira, a gliricídia fixa simbioticamente altas proporções de N (>50%) e adiciona quantidades maiores de N (40 kg ha‑1 nas folhas) que no sistema tradicional (11 kg ha‑1 nos grãos e 18 kg ha‑1 na palhada). No sistema agroflorestal com milho e feijão‑caupi, a gliricídia não fixa N e a adição de N é limitada à fixação no feijão‑caupi (2,7 kg ha‑1), que é menor que no sistema tradicional em razão da sua baixa produção de biomassa.
