Proteção do cafeeiro contra cercosporiose por acibenzolar-S-metil e proteína harpina

Autores

  • Diogo Manzano Galdeano Instituto Biológico
  • Sylvia Dias Guzzo Instituto Biológico
  • Flávia Rodrigues Alves Patrício Instituto Biológico
  • Ricardo Harakava Instituto Biológico

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2010.v45.8148

Palavras-chave:

Cercospora coffeicola, Coffea arabica, indutores de resistência, resistência sistêmica

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar, em cafeeiro suscetível, a proteção contra a cercosporiose, pela aplicação da proteína harpina e acibenzolar-S-metil (ASM), e avaliar seu efeito na germinação de conídios e crescimento micelial in vitro. No primeiro experimento, cafeeiros tratados com ASM (25, 50, 100, 200 µg mL-1) receberam o inóculo de uma suspensão de conídios de Cercospora coffeicola, e a severidade da doença foi avaliada aos 30 e 60 dias após a inoculação. No segundo experimento, cafeeiros foram aspergidos com harpina (7,5, 15, 30, 60, 120 µg mL-1), tendo-se utilizado o mesmo procedimento. No terceiro experimento, plantas aspergidas previamente com ASM (200 µg mL-1) ou harpina (15 µg mL-1) foram tratadas novamente com esses produtos, aos 30 dias após terem recebido inóculo do patógeno. ASM e harpina protegeram os cafeeiros contra cercosporiose 30 dias após a inoculação com C. coffeicola. Entretanto, 60 dias após a inoculação, apenas o ASM (200 µg mL-1), com uma ou duas aplicações, protegeu as plantas contra C. coffeicola. Os cafeeiros foram protegidos contra cercosporiose, em reaplicação de harpina, 30 dias após o primeiro tratamento com essa proteína. Harpina e acibenzolar-S-metil não inibiram o desenvolvimento micelial nem a germinação in vitro dos conídios do patógeno.

Biografia do Autor

Diogo Manzano Galdeano, Instituto Biológico

Ms. Diogo Manzano Galdeano

Mestrado em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio – Instituto Biológico, SP, Brasil.

Graduação em Biologia – Universidade Presbiteriana Mackenzie, SP, Brasil.

Departamento: Laboratório de Bioquímica Fitopatológica, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal – Instituto Biológico.

Área: Fitopatologia; Interação Planta-Patógeno.

 

Sylvia Dias Guzzo, Instituto Biológico

Dra. Sylvia Dias Guzzo

Doutorado em Ciências (Energia Nuclear na Agricultura) – Centro de Energia Nuclear na Agricultura/Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Mestrado em Agronomia (Fitopatologia) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Graduação em Química – Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Departamento: Laboratório de Bioquímica Fitopatológica, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal – Instituto Biológico.

Área: Fitopatologia

Linhas de pesquisa: Mecanismos bioquímicos e moleculares de resistência das interações planta-patógeno, resistência sistêmica adquirida em plantas contra fitopatógenos, fitopatologia molecular, bioquímica e fisiologia do parasitismo vegetal

Flávia Rodrigues Alves Patrício, Instituto Biológico

Dra. Flávia Rodrigues Alves Patrício

Doutorado em Agronomia (Fitopatologia) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Mestrado em Agronomia (Fitopatologia) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Graduação em Agronomia - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Departamento: Laboratório de Fitopatologia, Centro Experimental Central do Instituto Biológico – Instituto Biológico, Campinas.

Área: Fitopatologia

Linhas de pesquisa: Doenças do cafeeiro (identificação e controle); solarização do solo; controle biológico de fitopatógenos veiculados pelo solo com isolados de Trichoderma spp.

Ricardo Harakava, Instituto Biológico

Dr. Ricardo Harakava

Doutorado em Plant Pathology – University of Florida, UF, Estados Unidos.

Mestrado em Agronomia (Microbiologia Agrícola) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” / Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Graduação em Ciências Biológicas - Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Departamento: Laboratório de Bioquímica Fitopatológica, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal – Instituto Biológico.

Área: Fitopatologia

Linhas de pesquisa: Caracterização molecular de fitopatógenos, desenvolvimento de métodos moleculares de detecção de fitopatógenos, plantas transgênicas resistentes a doenças

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Publicado

2011-01-24

Como Citar

Galdeano, D. M., Guzzo, S. D., Patrício, F. R. A., & Harakava, R. (2011). Proteção do cafeeiro contra cercosporiose por acibenzolar-S-metil e proteína harpina. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 45(7), 671–679. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2010.v45.8148

Edição

Seção

FITOPATOLOGIA