Venenos e toxinas ofídicas purificadas como ferramenta biotecnológica para o controle de Ralstonia solanacearum

Autores

  • Rita de Cássia Alves Universidade Federal de Rondônia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Avenida Norte Sul, no 7.300, Nova Morada, CEP 76940-000 Rolim de Moura, RO.
  • José Robert Vieira Júnior Embrapa Agroindústria Tropical, Rua Dra. Sara Mesquita, no 2.270, Planalto do Pici, CEP 60511-110 Fortaleza, CE.
  • Tamiris Chaves Freire Universidade Federal de Rondônia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Avenida Norte Sul, no 7.300, Nova Morada, CEP 76940-000 Rolim de Moura, RO.
  • Aline Souza da Fonseca Universidade Federal de Rondônia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Avenida Norte Sul, no 7.300, Nova Morada, CEP 76940-000 Rolim de Moura, RO.
  • Simone Carvalho Sangi Universidade Federal de Rondônia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Avenida Norte Sul, no 7.300, Nova Morada, CEP 76940-000 Rolim de Moura, RO.
  • Fábio da Silva Barbieri Embrapa Amazônia Oriental, Travessa Dr. Enéas Pinheiro, s/no, Marco, Caixa Postal 48, CEP 66095-903 Belém, PA.
  • Rodrigo Barros Rocha Embrapa Rondônia, BR-364, Km 5,5, s/no, CEP 76815-800 Porto Velho, RO.
  • Luciana Gatto Brito Embrapa Amazônia Oriental, Travessa Dr. Enéas Pinheiro, s/no, Marco, Caixa Postal 48, CEP 66095-903 Belém, PA.
  • Soraya dos Santos Pereira Fundação Oswaldo Cruz - Rondônia, Rua da Beira, no 7.671, BR 364, Km 3,5, Lagoa, CEP 76812-245 Porto Velho, RO.
  • Marcos Barros Luiz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, Avenida 15 de Novembro, no 4849, Planalto, CEP 76850-000 Guajará-Mirim, RO.
  • Francisco das Chagas Oliveira Freire Embrapa Agroindústria Tropical, Rua Dra. Sara Mesquita, no 2.270, Planalto do Pici, CEP 60511-110 Fortaleza, CE.
  • Carla Freire Ceeledonio Fernandes Fundação Oswaldo Cruz - Ceará, Avenida São José, s/no, Precabura, CEP 61760-000 Eusébio, CE.
  • Andreimar Martins Soares Fundação Oswaldo Cruz - Rondônia, Rua da Beira, no 7.671, BR 364, Km 3,5, Lagoa, CEP 76812-245 Porto Velho, RO.
  • Cléberson de Freitas Fernandes Embrapa Agroindústria Tropical, Rua Dra. Sara Mesquita, no 2.270, Planalto do Pici, CEP 60511-110 Fortaleza, CE.

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2020.v55.26845

Palavras-chave:

Bothrops, Crotalus, atividade antimicrobiana, murcha bacteriana, crotamina, giroxina

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana in vitro de venenos e toxinas purificadas de serpentes sobre a bactéria fitopatogênica Ralstonia solanacearum. As avaliações foram realizadas em 17 venenos brutos (13 de Bothrops, 3 de Crotalus e 1 de Lachesis) e sete toxinas (1 de Bothrops e 6 de Crotalus). A atividade antibacteriana foi avaliada em meio MB1 que continha os tratamentos solubilizados (1 μL mL-1). Utilizou-se o total de 100 μL de suspensão bacteriana (8,4 x 109 UFC mL-1). Após incubação a 28°C, avaliou-se o número de colônias bacterianas às 24, 48 e 72 horas após a inoculação. O gel SDS-PAGE a 15% foi usado para analisar o perfil proteico das amostras, tendo-se utilizado 5 μg de proteína no ensaio. Além disso, os valores de concentração inibitória mínima (CIM) e concentração letal (CL50) foram determinados pelo método Probit. Os venenos e as toxinas foram capazes de reduzir mais de 90% do crescimento de R. solanacearum. Esses resultados foram ou equivalentes aos do controle positivo cloranfenicol ou até melhores. Enquanto os valores de CIM variaram de 4,0 a 271,5 µg mL-1, a CL50 variou de 28,5 µg mL-1 a 4,38 mg mL-1. Dez venenos brutos (7 de Bothrops e 3 de Crotalus) e duas toxinas (giroxina e crotamina) são abordagens promissoras para o controle da bactéria fitopatogênica R. solanacearum.

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Publicado

2020-12-14

Como Citar

Alves, R. de C., Vieira Júnior, J. R., Freire, T. C., Fonseca, A. S. da, Sangi, S. C., Barbieri, F. da S., Rocha, R. B., Brito, L. G., Pereira, S. dos S., Luiz, M. B., Freire, F. das C. O., Fernandes, C. F. C., Soares, A. M., & Fernandes, C. de F. (2020). Venenos e toxinas ofídicas purificadas como ferramenta biotecnológica para o controle de Ralstonia solanacearum. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 55(X), e01756. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2020.v55.26845

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