Polinização como serviço ecossistêmico na produção de soja para a mitigação de mudanças climáticas
Palavras-chave:
Apis mellifera, Glycine max, biocapacidade, pegada ecológica, segurança alimentar, emissões de GEEResumo
O objetivo desta revisão foi apresentar os benefícios da polinização por Apis mellifera na produtividade da soja, enfatizando a redução da emissão de gases de efeito estufa. Vários autores mostraram que a produtividade da soja é aumentada pela polinização, o que explica porque a polinização suplementar tem sido adotada pelos interessados na integração entre soja e abelhas. Os conceitos de serviços ecossistêmicos, biocapacidade e pegada ecológica foram utilizados para estabelecer as inter-relações entre essa interação e o incremento da produtividade da cultura por meio da polinização suplementar, a qual não o sistema de produção. Esta análise sustenta a lógica para o cálculo da redução das emissões de gases de efeito estufa por megagrama de grãos de soja colhida, a fim de mitigar a mudança climática. A base de dados do Google Academics foi utilizada para selecionar os artigos científicos relevantes para esta revisão. Os resultados indicam que, para obter a mesma produção de grãos, a área necessária é reduzida na mesma proporção do incremento de produtividade, com uma redução adicional de emissões de 0,047 Mg de CO2 equivalente por megagarama de soja colhida. Ações e políticas para maximizar a adoção da polinização suplementar são propostas para mitigar as mudanças climáticas e incrementar o serviço ecossistêmico de polinização, aumentando a renda líquida de produtores e a produção de apicultores.
