Tolerância à seca e produtividade de amendoim potencializadas por novas estirpes brasileiras de <i>Bradyrhizobium</i>
Palavras-chave:
fixação biológica do nitrogênio, estresse hídrico, inoculantes rizobianos, bactérias atenuadoras de estressesResumo
O objetivo deste trabalho foi identificar uma nova estirpe de Bradyrhizobium proveniente de Arachis duranensis e avaliar os efeitos de diferentes bradirrizóbios no desempenho de duas cultivares de amendoim sob irrigação plena e estresse hídrico. Foram avaliadas as estirpes ESA 599, ESA 87, ESA 123 e SEMIA 6144, assim como as cultivares BRS 421 OL e BRS 423 OL de amendoim. A estirpe ESA 599 foi identificada por meio da análise da sequência do gene 16S rRNA e apresentou menos de 96% de similaridade com a estirpe-tipo mais próxima. Avaliaram-se o crescimento, a nodulação e as trocas gasosas das plantas. A estirpe ESA 599 é filogeneticamente distante das estirpes-tipo conhecidas, o que sugere que é membro de uma nova linhagem da região semiárida brasileira. O período de dez dias de suspensão de irrigação prejudica o desenvolvimento de ambas as cultivares BRS 421 OL e BRS 423 OL. A inoculação com ESA 123 e ESA 599 melhora o crescimento das plantas e os parâmetros de troca gasosa, especialmente quando não há déficit hídrico. A inoculação com ESA 123 e ESA 599 beneficia as cultivares de amendoim de forma diferenciada no campo, o que indica interação genotípica entre macro- e microssimbiontes.