Produção de GEE e partição de energia em fêmeas e machos de ovinos somalis brasileiros sob diferentes dietas
Palavras-chave:
calorimetria, balanço energético, consumo alimentar, metabolismo respiratório, zonas semiáridasResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção de gases de efeito estufa (GEE) e a partição de energia em fêmeas e machos de ovinos da raça somalis brasileira, em crescimento, submetidos a diferentes dietas. O experimento foi em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3×2 (três dietas combinando proteína bruta e nutrientes digestíveis totais x sexos), com quatro repetições. Utilizou-se a análise de variância fatorial, e compararam-se as médias com o teste de Tukey. As emissões de GEE e a partição de energia foram determinadas com uso de câmaras de respirometria em circuito aberto. Não foi observado efeito do sexo. As ovelhas alimentadas com a dieta que atendia 100% das recomendações do National Research Council (NRC) apresentaram maior ingestão bruta de energia, ingestão de energia digestível, consumo de oxigênio, produção de dióxido de carbono, produção de calor e quociente respiratório do que as que receberam a dieta que atendia 85%. No entanto, ambas as dietas apresentaram resultados semelhantes para perda bruta de energia via fezes, ingestão de energia metabolizável, balanço energético, metabolizabilidade, relação energia metabolizável:energia digestível e produção diária de metano. A necessidade líquida de energia dos ovinos da raça somalis brasileira não diferiu entre os sexos durante a fase inicial de seu crescimento. Nessa fase, a dieta que atingiu 85% das recomendações do NRC pode ser utilizada em vez da que atingiu 100%, sem reduzir a eficiência energética ou aumentar as emissões de metano.
