Produção de GEE e partição de energia em fêmeas e machos de ovinos somalis brasileiros sob diferentes dietas

Autores

  • Francisco Gleyson da Silveira Alves Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE.
  • Marcos Cláudio Pinheiro Rogério Embrapa Caprinos e Ovinos, Sobral, CE.
  • Alexandre Lima Ferreira Ministério da Agricultura e Pecuária, Maringá, PR.
  • José Neuman Miranda Neiva Universidade Federal do Tocantins, Campus Araguaína, Escola de Medicina Veterinária e Ciência Animal, Araguaína, TO.
  • Roberto Cláudio Fernandes Franco Pompeu Embrapa Caprinos e Ovinos, Sobral, CE.
  • Lisiane Dorneles de Lima Embrapa Caprinos e Ovinos, Sobral, CE.

Palavras-chave:

calorimetria, balanço energético, consumo alimentar, metabolismo respiratório, zonas semiáridas

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção de gases de efeito estufa (GEE) e a partição de energia em fêmeas e machos de ovinos da raça somalis brasileira, em crescimento, submetidos a diferentes dietas. O experimento foi em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3×2 (três dietas combinando proteína bruta e nutrientes digestíveis totais x sexos), com quatro repetições. Utilizou-se a análise de variância fatorial, e compararam-se as médias com o teste de Tukey. As emissões de GEE e a partição de energia foram determinadas com uso de câmaras de respirometria em circuito aberto. Não foi observado efeito do sexo. As ovelhas alimentadas com a dieta que atendia 100% das recomendações do National Research Council (NRC) apresentaram maior ingestão bruta de energia, ingestão de energia digestível, consumo de oxigênio, produção de dióxido de carbono, produção de calor e quociente respiratório do que as que receberam a dieta que atendia 85%. No entanto, ambas as dietas apresentaram resultados semelhantes para perda bruta de energia via fezes, ingestão de energia metabolizável, balanço energético, metabolizabilidade, relação energia metabolizável:energia digestível e produção diária de metano. A necessidade líquida de energia dos ovinos da raça somalis brasileira não diferiu entre os sexos durante a fase inicial de seu crescimento. Nessa fase, a dieta que atingiu 85% das recomendações do NRC pode ser utilizada em vez da que atingiu 100%, sem reduzir a eficiência energética ou aumentar as emissões de metano.

Downloads

Publicado

2025-11-03

Como Citar

Alves, F. G. da S., Rogério, M. C. P., Ferreira, A. L., Neiva, J. N. M., Pompeu, R. C. F. F., & Lima, L. D. de. (2025). Produção de GEE e partição de energia em fêmeas e machos de ovinos somalis brasileiros sob diferentes dietas. Pesquisa Agropecuária Brasileira, e04141. Recuperado de https://apct.sede.embrapa.br/pab/article/view/28158