Bioinsumos e bioenergia: contribuições da pesquisa para a transição do Brasil para uma economia verde
Palavras-chave:
agricultura, bioeconomia, sustentabilidadeResumo
A economia verde é um modelo concebido para o crescimento econômico em consonância com a equidade socioambiental. Práticas, processos e produtos caracterizados por baixos consumo e emissões de carbono, inovação e eficiência na gestão de recursos naturais e resíduos, bem como inclusão social e governança, contribuem para esta transição. Bioinsumos e bioenergia representam dois pilares de uma economia ambiental e socialmente mais sustentável, estando intrinsecamente ligados à redução e à otimização do uso de fertilizantes químicos, pesticidas e componentes não renováveis em sistemas de produção. Ambos os temas serão abordados no presente artigo, com ênfase às contribuições da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As pesquisas da empresa em bioinsumos e bioenergia iniciaram na década de 1970, tendo resultado na transferência de conhecimentos e tecnologias para o setor produtivo, e no desenvolvimento de produtos inovadores por meio de parcerias com os setores público e privado. A diversificação de matérias-primas e processos, com foco na eficiência agronômica, segurança energética, resiliência econômica e redução do impacto ambiental, é contemplada nas pesquisas da Embrapa, para um melhor aproveitamento da biomassa. Uma proposição de futuros avanços e uma visão dos desafios ainda a serem superados nestas áreas também são apresentadas neste artigo.
