Dinâmica do carbono do solo em sistema de rotação milho-soja de longa duração com plantas de cobertura em sucessão
Palavras-chave:
mudanças climáticas, manejo, mitigação, plantio direto, sustentabilidade, agricultura tropicalResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar variações no teor e nos estoques de carbono do solo em experimento com duração de dez anos, em plantio direto, com transição de milho à soja, com plantas de cobertura e vegetação espontânea em sucessão. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com três repetições, tendo-se utilizado dez tipos de cobertura na entressafra: guandu (Cajanus cajan), feijão-bravo-do-ceará (Canavalia brasiliensis), crotalária (Crotalaria juncea), mucuna-preta (Mucuna aterrima), milheto (Pennisetum glaucum), nabo-forrageiro (Raphanus sativus), sorgo (Sorghum bicolor), trigo (Triticum aestivum), braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e vegetação espontânea. Amostragens de solo foram coletadas em 2013, 2018 e 2024, nas profundidades de 0–10, 10–20, 20–30, 30–40, 40–60, 60–80 e 80–100 cm. Os estoques de carbono do solo aumentaram de 2013 a 2018, mas declinaram entre 2018 e 2024 após a introdução da soja em 2021, exceto nos tratamentos com sorgo e trigo. Entre 2013 e 2024, os teores de carbono do solo variaram de acordo com a profundidade e o tipo de cobertura. A rotação milho-soja sob plantio direto, com culturas de cobertura em sucessão, influencia a dinâmica do carbono do solo. O sorgo apresenta o maior acúmulo de carbono entre 2013 e 2024.
