Potencial agronômico de novas uvas sem sementes enxertadas em porta-enxertos para o Sul do Brasil
Palavras-chave:
Vitis spp., adaptação, fenologia, uvas de mesa, viticulturaResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar a fenologia, o desempenho produtivo, o vigor das plantas e as características físico-químicas dos frutos de três cultivares de uvas brancas sem sementes, recentemente introduzidas no Brasil, quando enxertadas nos principais porta-enxertos utilizados na região Sul do país, durante duas safras. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso, em arranjo fatorial 2×3×4 (safras×cultivares×porta-enxertos). As cultivares utilizadas foram Neptune, Hope e Gratitude, e os porta-enxertos foram Paulsen 1103, VR 043-43, IAC 572 e IAC 766. Neptune foi a cultivar de colheita mais precoce, em 27 de janeiro, seguida por Hope, em 31 de janeiro, e Gratitude, em 15 de fevereiro. A brotação e a colheita foram mais precoces (2 a 7 dias e 2 a 3 dias, respectivamente) em 'IAC 766' e mais tardias (2 a 5 dias e 2 a 3 dias, respectivamente) em 'VR 043-43'. Além disso, as plantas enxertadas em 'IAC 572' foram mais vigorosas. As três cultivares avaliadas apresentaram elevada relação sólidos solúveis totais/acidez total titulável, que variou de 24,96 a 49,22. No entanto, as três cultivares apresentam respostas diferentes quanto a estádios fenológicos, produtividade, vigor das plantas e características físico-químicas dos frutos nas duas safras, quando enxertadas nos porta-enxertos Paulsen 1103, VR 043-43, IAC 572 e IAC 766.
