Potencial fisiológico da semente de jenipapo e crescimento in vitro sob estresse salino
Palavras-chave:
Genipa americana, enzimas antioxidantes, frutas brasileiras, prolinaResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do estresse salino sobre o potencial fisiológico de sementes e sobre o crescimento in vitro de três acessos de jenipapeiro. Sementes dos acessos NB (Núcleo Bandeirante, DF), SA (Sabinópolis, MG) e CRA (Cruz das Almas, BA) foram submetidas às concentrações de NaCl a 0, 25, 50, 75 e 100 mmol L-1 por 40 dias. A germinação foi avaliada até a formação de plântula. A cada 72 horas, eixos embrionários das sementes submetidas ao NaCl foram extraídos para a determinação da atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e ascorbato peroxidase (APX). Para avaliação do crescimento inicial, explantes dos acessos foram inoculados em meio MS, acrescido das mesmas concentrações de NaCl e, aos 30, 60 e 90 dias, a produção de prolina foi quantificada. Verificou-se que na concentração a 50 mmol L-1 de NaCl, houve aumento da atividade das enzimas SOD e APX até 288 horas de exposição ao estresse salino. O acesso SA apresentou a maior tolerância ao estresse salino, com incremento de prolina aos 30, 60 e 90 dias. A germinação e o crescimento inicial in vitro do jenipapeiro são afetados pelo estresse salino, com grau de tolerância variado entre acessos, em que SA obteve o maior grau.