Biologia sintética e mudanças climáticas: inovações para um futuro sustentável
Palavras-chave:
bioenergia, biomateriais, bioprodutos, biossensores, mudança climática, biologia sintética, agricultura resilienteResumo
A biologia sintética está emergindo como um campo poderoso para enfrentar os desafios climáticos globais. Ao possibilitar o desenho racional de sistemas biológicos com funções programáveis e sustentáveis, oferece estratégias inovadoras tanto para a mitigação de mudanças climáticas quanto para a adaptação a elas. Avanços recentes mostraram seu potencial em setores como agricultura, bioenergia e desenvolvimento de biomateriais sustentáveis. No entanto, integrar a biologia sintética a soluções climáticas práticas ainda é um desafio em andamento. O objetivo desta revisão foi examinar o estado atual do campo, identificar as aplicações mais promissoras para a ação climática e avaliar oportunidades e barreiras, para traduzir a pesquisa em soluções escaláveis e aplicáveis no mundo real. Discutiram-se algumas aplicações promissoras como ciclos sintéticos de fixação de carbono, microrganismos bioengenheirados para produção de biocombustíveis, engenharia de microbiomas para aprimorar o sequestro de carbono no solo e biossensores para agricultura de precisão, ilustrando como a biologia sintética pode contribuir para estratégias de baixo carbono e resilientes ao clima. O trabalho baseia-se em uma revisão abrangente da literatura científica recente, de marcos regulatórios internacionais e de estudos regionais da América Latina e principalmente do Brasil. Alinhado aos objetivos da COP30, enfatiza estratégias – baseadas em ciência – que integrem a biologia sintética aos compromissos climáticos nacionais, apoiem a biodiversidade e promovam a inovação inclusiva. O artigo de revisão apresenta a biologia sintética não apenas como um avanço técnico, mas como um caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável e a cooperação global.