Biologia sintética e mudanças climáticas: inovações para um futuro sustentável

Autores

  • Estefania Faria da Silva Universidade de Brasília, Brasília, DF.
  • Mariele de Araújo Palmeiras Universidade de Brasília, Brasília, DF.
  • Amanda Pereira Rocha Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.
  • Patrícia Verdugo Pascoal Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.
  • Nicole Vieira Prado Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.
  • Mariana Mathias Conroy Araujo Universidade de Brasília, Brasília, DF.
  • Kenny Bonfim Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.
  • Grácia Maria Soares Rosinha Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.
  • Daniela Matias de Carvalho Bittencourt Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Brasília, DF.

Palavras-chave:

bioenergia, biomateriais, bioprodutos, biossensores, mudança climática, biologia sintética, agricultura resiliente

Resumo

A biologia sintética está emergindo como um campo poderoso para enfrentar os desafios climáticos globais. Ao possibilitar o desenho racional de sistemas biológicos com funções programáveis e sustentáveis, oferece estratégias inovadoras tanto para a mitigação de mudanças climáticas quanto para a adaptação a elas. Avanços recentes mostraram seu potencial em setores como agricultura, bioenergia e desenvolvimento de biomateriais sustentáveis. No entanto, integrar a biologia sintética a soluções climáticas práticas ainda é um desafio em andamento. O objetivo desta revisão foi examinar o estado atual do campo, identificar as aplicações mais promissoras para a ação climática e avaliar oportunidades e barreiras, para traduzir a pesquisa em soluções escaláveis e aplicáveis no mundo real. Discutiram-se algumas aplicações promissoras como ciclos sintéticos de fixação de carbono, microrganismos bioengenheirados para produção de biocombustíveis, engenharia de microbiomas para aprimorar o sequestro de carbono no solo e biossensores para agricultura de precisão, ilustrando como a biologia sintética pode contribuir para estratégias de baixo carbono e resilientes ao clima. O trabalho baseia-se em uma revisão abrangente da literatura científica recente, de marcos regulatórios internacionais e de estudos regionais da América Latina e principalmente do Brasil. Alinhado aos objetivos da COP30, enfatiza estratégias – baseadas em ciência – que integrem a biologia sintética aos compromissos climáticos nacionais, apoiem a biodiversidade e promovam a inovação inclusiva. O artigo de revisão apresenta a biologia sintética não apenas como um avanço técnico, mas como um caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável e a cooperação global.

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Publicado

2025-11-03

Como Citar

Silva, E. F. da, Palmeiras, M. de A., Rocha, A. P., Pascoal, P. V., Prado, N. V., Araujo, M. M. C., … Bittencourt, D. M. de C. (2025). Biologia sintética e mudanças climáticas: inovações para um futuro sustentável. Pesquisa Agropecuária Brasileira, e04148. Recuperado de https://apct.sede.embrapa.br/pab/article/view/28168