Mecanismos de tolerância à seca em cambuí, uma espécie frutífera nativa do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab.v.28367Palavras-chave:
Myrciaria floribunda, enzimas antioxidantes, fluorescência da clorofila, tolerância à seca, osmorreguladores, fruticulturaResumo
O objetivo deste trabalho foi caracterizar as respostas fisiológicas e bioquímicas de tolerância à deficiência hídrica em plantas de cambuí (Myrciaria floribunda). O estudo foi realizado com plantas de cerca de 2,5 anos de idade, cultivadas em casa de vegetação e submetidas a dois tratamentos hídricos, conforme a seguir: solo bem irrigado (em capacidade de campo), e deficiência hídrica (suspensão da irrigação por 30 dias), com 10 repetições por tratamento. Os seguintes parâmetros foram avaliados: número de folhas; teor relativo de água; extravasamento de eletrólitos; teores de pigmentos fotossintéticos; eficiência fotoquímica do fotossistema II; teores de osmólitos; teor de malondialdeído; e atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase, catalase e ascorbato peroxidase. A deficiência hídrica causou a redução do teor relativo de água, da eficiência potencial e efetiva do fotossistema II, dos teores de proteínas solúveis totais e da atividade da superóxido dismutase. Não foram observadas alterações significativas quanto ao número de folhas, ao extravasamento de eletrólitos, aos teores de pigmentos fotossintéticos, e quanto aos teores de açúcares solúveis totais e de malondialdeído. Em contrapartida, a deficiência hídrica induziu o aumento dos teores de aminoácidos solúveis totais, de prolina livre foliar e da atividade das enzimas catalase e ascorbato peroxidase. A ativação de mecanismos osmoprotetores e antioxidantes, associada à manutenção da integridade celular, confere tolerância ao estresse hídrico em cambuí.