Mecanismos de tolerância à seca em cambuí, uma espécie frutífera nativa do Brasil

Autores

  • João Pedro Ferreira Barbosa Universidade Federal de Alagoas, Campus de Engenharias e Ciências Agrárias, Rio Largo, AL.
  • Arthur Gomes Lima da Silva Universidade Federal de Alagoas, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, Maceió, AL, Brazil.
  • Eurico Eduardo Pinto de Lemos Universidade Federal de Alagoas, Campus de Engenharias e Ciências Agrárias, Rio Largo, AL, Brazil.
  • Laurício Endres Universidade Federal de Alagoas, Campus de Engenharias e Ciências Agrárias, Rio Largo, AL, Brazil.
  • João Gomes da Costa
  • Aline de Almeida Vasconcelos Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Engenharia Agronômica, São Cristóvão, SE, Brazil.
  • Gilberto Costa Justino Universidade Federal de Alagoas, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, Maceió, AL, Brazil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab.v.28367

Palavras-chave:

Myrciaria floribunda, enzimas antioxidantes, fluorescência da clorofila, tolerância à seca, osmorreguladores, fruticultura

Resumo

O objetivo deste trabalho foi caracterizar as respostas fisiológicas e bioquímicas de tolerância à deficiência hídrica em plantas de cambuí (Myrciaria floribunda). O estudo foi realizado com plantas de cerca de 2,5 anos de idade, cultivadas em casa de vegetação e submetidas a dois tratamentos hídricos, conforme a seguir: solo bem irrigado (em capacidade de campo), e deficiência hídrica (suspensão da irrigação por 30 dias), com 10 repetições por tratamento. Os seguintes parâmetros foram avaliados: número de folhas; teor relativo de água; extravasamento de eletrólitos; teores de pigmentos fotossintéticos; eficiência fotoquímica do fotossistema II; teores de osmólitos; teor de malondialdeído; e atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase, catalase e ascorbato peroxidase. A deficiência hídrica causou a redução do teor relativo de água, da eficiência potencial e efetiva do fotossistema II, dos teores de proteínas solúveis totais e da atividade da superóxido dismutase. Não foram observadas alterações significativas quanto ao número de folhas, ao extravasamento de eletrólitos, aos teores de pigmentos fotossintéticos, e quanto aos teores de açúcares solúveis totais e de malondialdeído. Em contrapartida, a deficiência hídrica induziu o aumento dos teores de aminoácidos solúveis totais, de prolina livre foliar e da atividade das enzimas catalase e ascorbato peroxidase. A ativação de mecanismos osmoprotetores e antioxidantes, associada à manutenção da integridade celular, confere tolerância ao estresse hídrico em cambuí.

Publicado

2026-10-29

Como Citar

Barbosa, J. P. F., Gomes Lima da Silva, A., Pinto de Lemos, E. E., Endres, L., Gomes da Costa, J., de Almeida Vasconcelos, A., & Costa Justino, G. (2026). Mecanismos de tolerância à seca em cambuí, uma espécie frutífera nativa do Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, e04163. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab.v.28367

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