Suplementação luminosa no cultivo de lúpulo em região de clima subtropical
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab.v.28368Palavras-chave:
Humulus lupulus, iluminação artificial, produtividade, qualidadeResumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de iluminação artificial nas características vegeto-produtivas e qualitativas do cultivo de lúpulo (Humulus lupulus). O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Santa Catarina, pertencente à Ambev, utilizando um delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições, em esquema de parcelas subdivididas, com e sem suplementação luminosa por meio de luzes LED com pico espectral azul em 420 nm e vermelho em 600-620 nm. O ciclo produtivo das cultivares Cascade e Chinook ocorreu entre agosto de 2021 e abril de 2022, com duas safras. Foram avaliadas as seguintes variáveis: radiação fotossinteticamente ativa, índice de clorofila, área foliar, altura produtiva, comprimento e largura média dos cones, massa seca total dos cones, índice de cones por centímetro de ramo, produtividade por hectare e por metro linear, bem como os teores de ácidos α, ácidos β e óleos essenciais. Os dados foram analisados por meio de Análise de Componentes Principais. A suplementação luminosa aumentou a área foliar, a interceptação de luz noturna e a eficiência fotossintética. Na cultivar Chinook, promoveu maior produtividade, maior teor de ácidos α e maior rendimento de óleos essenciais. A cultivar Cascade apresentou melhor estrutura de cones na primeira safra. A suplementação luminosa intensifica a biossíntese de compostos químicos-chave, regulando positivamente as vias metabólicas. A iluminação suplementar é uma estratégia eficaz para expandir o cultivo de lúpulo em regiões subtropicais, com ganhos em produtividade, qualidade química e viabilidade de colheitas ao longo do ano.